sábado, 16 de julho de 2011

a lavra da palavra quero



Lavra/palavra

a lavra da palavra quero
quando for pluma
mesmo sendo espora
felicidade uma palavra
quando a lavra explora

se é saudade dói
mas não demora
e sendo fauna
linda como a flora
lua luanda
vem não vá embora

se for poema
fogo do desejo
quando for beijo
que seja como agora

Artur Gomes



20 de fevereiro 

fosse quântico esse dia
calmo
claro
intenso
inteiro
20 de fevereiro
sendo assim esperaria

mesmo que em meio a tarde
tempestades trovoadas
insanidades
guerras frias
iniqüidade
angústia
agonia
mesmo assim esperaria

20 horas
20 noites
20 anos
20 dias
até quando esperaria?

até que alguém percebesse
que mesmo matando o amor
o amor não morreria 



fosse esta menina Monalisa
ou se não fosse apenas brisa
diante da menina dos meus olhos
com esse mar azul nos olhos teus

não sei se MichelÂngelo
Da Vinci Dalí ou Portinari te anteviram
no instante maior da criação
pintura de um arquiteto grego
quem sabe até filha de Zeus

e eu Narciso amante dos espelhos
procuro um espelho em minha face
para ver se os teus olhos
já estão dentro dos meus


Artur Gomes

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