segunda-feira, 28 de junho de 2010

cine vídeo urbanidades











para heloísa curzio

entre as cores de frida
me kalo
heloísa na curva
do abstrato
muito mais que conreto
pincel em transe
tintura em convulsão
eu que não tenho dedos de aço
muito menos nervos
de chumbo
me deito sobre a relva
deixo percorrer a neblina
do nariz ao dedo grande
do pé
todo o corpo
fios de cobre
e os olhos na tela
grudados nos dela
nas belas
curvas da mulher

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com


domingo, 20 de junho de 2010

mataram o festcampos de poesia falada

avelino jura que não foi ele

Blogueiros Desocupados apresentam:
Noite do Encravo e a Rosa
Paródias noturnas em canibália city
Breve no MPBar – mais informações:
e-mail fulinaima@gmail.com

Paulo Ciranda – Marçal Tupã



canibália city

não sei se febre água fogo fala
bala apontada
na boca do gatilho
o olhar explode dinamite
no embrião do caos

de que feito esta cidade?
ela atravessa a grana pro marido

eu me deserto
me entorto
trago a língua endiabrada
dentro a boca
não me travo

a polícia implode
mais um bunker na favela
o senado vota
a decisão pro ficha limpa

agora me pergunto:

o que é que o marido
vai fazer com ela?

Arturgomes
canibália city
http://goytacity.blogspot.com
SampleAndo
http://artur-gomes.blogspot.com

sábado, 12 de junho de 2010

canibália city 2

marca registrada – poema de Artur Gomes
musicado e cantado por Luiz Ribeiro



um poema ácido

os fantasmas
ainda sobrevoam
sobre telhados de vidro

laranjas continuam espalhados
aos quatro ventos

algo de podre fede
em goyta city
e nenhum perfume
é capaz de apagar
o odor da lama bruta

se na esquina
o bandido tem direito
de exercer a profissão

não quer dizer
que político
pode saquear a coisa pública
como se fosse privada

onde nem descarga
consegue descer
a merda
do ralo pro esgoto


e o mais escroto
disso tudo
é saber que não foi
esse tipo de poder
que o povo lhe concedeu

arturgomes
http://goytacity.blogspot.com


bela mais que bela

sensualidade em tua boca
é mato
eu sei do fato que me prende
ao teu sorriso
o siso que me atrai
quando atiça

larissa tens no nome
miranda o sobrenome

na película do meu filme
quero tua pele no acetato

e
na cardiografia do poema
te foto grafo no cinema
para o meu álbum de retrato


maralto

não entre
neste mar
em tempestade

as gaivotras
sobrevoam
a praia
e só mergulham
quando o mar
está pra peixe

teu corpo
não merece
os dentes
de tubarões famintos

tua carne
é hóstia
para outras missas

o teu sangue
vinho
para outros
dentes


aboio

ainda tarde
mas é tempo

tempo futuro
é agora
tempo presente
já foi

por isso
inda toco meu boi
não boto conversa fora

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com