segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Jura Seceta 58



fosse essa jura não secreta
como uma língua no poema em linha reta
em todo instante que em ti falo
logo assim que o amor revela
pelo teu corpo na palavra
em que lavro teus olhos na janela
e beijo tua boca semi aberta
quando canto em tua fala
e fosse todo cio mais que fogo
tua carne em chama nos lençóis
quando os poemas incendeiam tua alma
e já não cabem dentro a roupa
que reveste a tua pele
não fosse essa jura secreta
numa via estreita ou torta
quando a saliva te lambuza
e minha boca em tua blusa
palavrAndo em teu vestido
como tudo que é sentido
quando estou em tua porta

Nenhum comentário: