terça-feira, 1 de julho de 2008

Jura secreta 30

uma estrela do mar
molhada entre os meus dentes
e a tua flor que abre e fecha
púrpura e pétala pulsando nos meus dedos
tudo em carne viva
corpo estrela água e sal
espermas no céu da boca

enchentes que me transbordam
veias de mar e sangue
onde tudo é desvario
carne lama mangue e rio
matérias de uma mesma correnteza

enquanto gozas sem gemidos
enquanto sugo do teu leite
e da seiva nos teus seios
e bebo o sangue quente dos teus cios
como animais em matas virgens
amando na melhor selvageria
dentro da noite veloz nossas vertigens
ardendo em corpos como os nossos

pantera e tigre apaixonados
antes que o sol rasgue a manhã
com a luz do dia tal qual os hímens
agora em ti já desatados

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