segunda-feira, 30 de junho de 2008

sagaraNAgens fulinaímicas

Guima
meu mestre Guima
em mil perdões eu te peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da Hygia Ferrreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta

ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais Sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu Grande Sertão vou cumer

nem João Cabral severino
nem Virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer

a ferramenta que afino
roubei do mestre Drummundo
que o diabo giramundo
é o Narciso do meu Ser

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