segunda-feira, 30 de junho de 2008

pétala em transe:

tipo graficamente

em alguma esquina da tarde
vejo em alguma vitrine
que o sangue é vermelho

em quem arde tipo/graficamente
e leio em teus olhos d´água
em transversal transcendente
a palavra: diagramação
e Deda é onde te beijo Dédala

mais tarde logo depois
diante o computador
no poema li teus olhos na tela
quando um beija-flor me revela:
não és pedra ou matéria in/odor
e sim: pétala em transe

e paixão as letras escorrem
em teus dedos nas manchetes
de um jornal semanário

sem querer descobri teu diário
onde já estão lá os segredos
deste amor que me é profissão

onde deito em teu corpo os vinhedos
e em teu ser já deixei minhas mãos

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