segunda-feira, 30 de junho de 2008

para uma menina com uma flor na boca



atravesso uma avenida cibernética
entre teu olho e a estética
a tua carne me interessa
tua boca inter/galática
vazada escorre nas artérias
e tuas mãos como promessas
em minhas mãos quando Valérias
ficaram nuas nas estrelas

quando caíram céus por terra
e tua coisa que me encerra
sementes folhas bagos frutos
em meu pensar absoluto
arco-íris sol de sete pontas
se quiser já fiz as contas
desse tempo em fina estampa
em nossa cara quando espelha
lavrado mel se fosse abelha
te beberia como e quando
foste menina em sendo amada
saudade em mim poço fecundo
Brasília aqui todo segundo

nessa distância atravessada

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