sábado, 28 de junho de 2008

jura secreta 53

transpiração antropo/fágica

por onde quer que eu te cantasse
devorasse amasse ou comesse
não bastaria o poema
por onde então começasse
jura secreta que fosse
palavra indiscreta escrevesse
meus dentes em teu corpo deixasse
a língua onde quer que lambesse
não bastariam meus dedos em riste
lavrando a carne onde berra
se queimas no inferno de Dante
e não sabes ver que o amante
é o ser trans/pirado da terra

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